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Ministério do Trabalho paralisa obras no Parque Olímpico do Rio

Obras em locais que vão receber competições das Olimpíadas, em 2016, na cidade do Rio de Janeiro, foram parcialmente interditadas ontem (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, depois de uma vistoria no Parque Olímpico, onde foi embargado o Centro de Tênis (foto) e determinada a paralisação de parte dos trabalhos do velódromo, por colocar em risco os trabalhadores.

No velódromo, os fiscais suspenderam uma escavação que não protegia os operários do risco de queda, identificaram a ausência de acesso seguro e acúmulo de material na borda dos taludes, além de falta de escoramento, por exemplo. Na área de tênis, toda a obra foi suspensa por não ter proteção contra quedas de trabalhadores nos pavimentos mais altos e por deixar desprotegidos vãos de elevadores, de escadas e aberturas para instalação de piso.

A Rio Urbe, empresa do município responsável por fiscalizar as obras no Parque Olímpico, informou que as recomendações do Ministério de Trabalho, de paralisar parte das obras, permitirá a construção de estruturas adequadas. No caso do velódromo, a previsão é que as adequações fiquem prontas hoje (30). Já na arena de tênis, onde precisa ser instalado um guarda-corpo que proteja os trabalhadores de quedas, a previsão de retomada é até sexta-feira (1).

Apesar das paralisações, a prefeitura afirma, em nota, que o cronograma de entrega das obras Olímpicas não foi prejudicado. Em fevereiro, o Comitê Olímpico Internacional (COI), em visita às instalações, advertiu que os prazos para a construção do velódromo, do campo de golfe e do local de hipismo estavam apertados e cobrou agilidade.

A fiscalização do Ministério do Trabalho foi feita pelo Grupo Móvel de Auditoria de Condições de Trabalho em Obras de Infraestrutura. A previsão é que outras obras públicas e privadas sejam vistoriadas nas próximas semanas.