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Empresas falam em desistir de programa de proteção a emprego

Algumas empresas do setor automotivo avaliam a possibilidade de não prorrogar a adesão ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE) quando os contratos vencerem. A interpretação é de que a medida não tem sido suficiente para controlar o excedente de pessoal nas fábricas. Além de operar com redução de jornada e salários, medidas extras estão sendo adotadas. Um grupo de montadoras, por exemplo, anunciou nos últimos dias novos programas de lay-off (suspensão de contratos), férias coletivas e folgas extras.

 

Outro problema, segundo fontes ouvidas pelo Estado, é o atraso no reembolso às empresas do valor assumido pelo Programa de Amparo ao Trabalhador (FAT). No PPE, jornada e salários são reduzidos igualmente, mas metade do corte salarial é bancado pelo programa ligado ao Ministério do Trabalho. Se a redução for de 20%, por exemplo, o FAT repassa 10% ao empregador, após o pagamento e o corte real para o operário fica em 10%.

 

"Há atrasos de dois meses ou mais", diz uma fonte, que pede para não ser identificada. Outra fonte confirma os atrasos, mas pondera que, em alguns casos, é por causa da burocracia do processo. A empresa precisa enviar mensalmente ao FAT a relação dos trabalhadores envolvidos no PPE, retirando dela, por exemplo quem está em férias ou licença. O FAT, por sua vez, também tem de processar essas informações. O Ministério do Trabalho declarou que "todos os pagamentos estão em dia. Eventuais demoras são decorrentes de atrasos no envio de informações das empresas. Não há contratos vencidos."

 

Desde julho, no início do programa, o FAT já destinou R$ 131 milhões para complementar o salário dos inscritos no PPE. Até janeiro, o ministério contabilizou 46.829 trabalhadores de 70 empresas no PPE. Há ainda pedidos de 29 empresas em análise, que vão beneficiar mais 4 mil trabalhadores.

 

O ABC paulista concentra mais da metade dos trabalhadores inscritos (24.531). Das 11 empresas participantes do programa, três são montadoras (Ford, Mercedes-Benz e Volkswagen), cinco são autopeças (Carhej, Continental, Dura, Pricol e Rassini), uma trefilação (Trefilação União), uma robótica (DM) e uma de parafusos (MTR Topura), todas do ramo metalúrgico.

Algumas empresas do setor automotivo avaliam a 
possibilidade de não prorrogar a adesão ao 
Programa de Proteção ao Emprego (PPE) quando os 
contratos vencerem. A interpretação é de que a 
medida não tem sido suficiente para controlar o 
excedente de pessoal nas fábricas. Além de operar 
com redução de jornada e salários, medidas extras 
estão sendo adotadas. Um grupo de montadoras, por 
exemplo, anunciou nos últimos dias novos 
programas de lay-off (suspensão de contratos), 
férias coletivas e folgas extras.
Outro problema, segundo fontes ouvidas pelo 
Estado, é o atraso no reembolso às empresas do 
valor assumido pelo Programa de Amparo ao 
Trabalhador (FAT). No PPE, jornada e salários são 
reduzidos igualmente, mas metade do corte 
salarial é bancado pelo programa ligado ao 
Ministério do Trabalho. Se a redução for de 20%, 
por exemplo, o FAT repassa 10% ao empregador, 
após o pagamento e o corte real para o operário 
fica em 10%.
"Há atrasos de dois meses ou mais", diz uma 
fonte, que pede para não ser identificada. Outra 
fonte confirma os atrasos, mas pondera que, em 
alguns casos, é por causa da burocracia do 
processo. A empresa precisa enviar mensalmente ao 
FAT a relação dos trabalhadores envolvidos no 
PPE, retirando dela, por exemplo quem está em 
férias ou licença. O FAT, por sua vez, também tem 
de processar essas informações. O Ministério do 
Trabalho declarou que "todos os pagamentos estão 
em dia. Eventuais demoras são decorrentes de 
atrasos no envio de informações das empresas. Não 
há contratos vencidos."
Desde julho, no início do programa, o FAT já 
destinou R$ 131 milhões para complementar o 
salário dos inscritos no PPE. Até janeiro, o 
ministério contabilizou 46.829 trabalhadores de 
70 empresas no PPE. Há ainda pedidos de 29 
empresas em análise, que vão beneficiar mais 4 
mil trabalhadores.
O ABC paulista concentra mais da metade dos 
trabalhadores inscritos (24.531). Das 11 empresas 
participantes do programa, três são montadoras 
(Ford, Mercedes-Benz e Volkswagen), cinco são 
autopeças (Carhej, Continental, Dura, Pricol e 
Rassini), uma trefilação (Trefilação União), uma 
robótica (DM) e uma de parafusos (MTR Topura), 
todas do ramo metalúrgico.