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‘Não me desesperei’, diz universitária que ficou 16h perdida na floresta

Manter a calma. Essa foi a estratégia adotada pela universitária Brenda Letícia Rodrigues, de 21 anos, que ficou perdida por 16 horas e 30 minutos na Floresta Nacional do Tapajós, em Belterra, região metropolitana de Santarém, no oeste do Pará. A jovem que cursa engenharia florestal na Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) se perdeu durante uma aula prática por volta de 17h de sexta-feira (1) e passou a noite sozinha na floresta até chegar a uma guarita às margens da rodovia por volta de 9h30 de sábado (2).

Ainda emocionada, Brenda relatou em entrevista coletiva a imprensa na manhã dessa segunda-feira (4) os momentos vividos na mata escura. “Eu não conseguia enxergar nada e ouvia muito barulho. Qualquer coisa que a gente ouve a noite é uma aflição muito grande (...). Eu sabia que tinha gente me procurando, sabia que iam me encontrar. Não me desesperei, e me mantive calma (...). Eu me assustei com minha própria reação de me manter tranquila, de não me desesperar, de ter forças”.

jovem estava no local desempenhando a função de monitora da disciplina de Inventário Florestal quando se perdeu das duas equipes pelas quais era responsável. A turma, formada por 34 acadêmicos foi ao local para uma aula prática. Ao chegarem à Flona ainda na manhã de quinta-feira (31), foram formados sete grupos e distribuídos em linhas que são abertas na floresta a uma distância de 50 metros uma das outras. Todas as equipes estavam acompanhadas por um manejador experiente da Cooperativa Mista da Flona Tapajós (Coomflona).